segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Sei lá... (16)

... porque a vida é pequena demais,
ela é curta demais,
pra gente passar um único dia
torcendo pra que o dia acabe

domingo, 21 de novembro de 2010

Sei lá... (15)/Pedaços de canções (9)

... porque meu único desejo na vida
é poder sempre estar cercada pelos meus amores.

"porque metade de mim é amor/e a outra metade também"
(Metade - Oswaldo Montenegro)

[sentindo que são os meus amores que me definem: as pessoas que eu amo, as coisas que amo fazer, os lugares onde amo estar...]

sábado, 13 de novembro de 2010

Pedaços de canções (8)

What you don't have you don't need it now
What you don't know you can feel it somehow
What you don't have you don't need it now
You don't need it now

(Beautiful Day - U2)

[me faz lembrar de um ditado que encontrei escrito em uma velha caneca de chopp abandonada na casa do meu vô na praia... "se depois do inverno vem o verão, por que se aflige o bom cristão?", e também uma frase que minha mãe sempre me diz quando algum desafio parece maior do que a força pra superá-lo: "o que é teu às tuas mãos virá".

É, pois é. Não que se vá assumir uma atitude conformista, de esperar as coisas caírem do céu, de desistir delas se não acontecerem, ou simplesmente se deixar levar pelo caminho mais fácil... mas sim investir e confiar nas voltas que o mundo dá, sem ficar ansioso por não conseguir o que se quer no tempo que se quer.

Nem sempre o que a gente deseja é bom pra gente em determinado momento. Alguns aprendizados demoram a se manifestar, e só então é que certas coisas podem acontecer na nossa vida. É importante analisar a si mesmo e às situações, observar os sinais, tentar entender o porquê de não acontecer como a gente quer - buscar uma visão mais ampla do contexto de vida que vamos criando pra nós e a que ponto ele pode depender de atitudes unicamente nossas ou do resto do mundo à nossa volta.

O contrário também pode acontecer: uma coisa que não desejamos, ou sequer imaginamos possível, chegar de repente na vida e gerar todo um novo movimento... às vezes a gente não quer, mas é o que, no fundo, a gente andava precisando.

A gente até tem algum controle... mas o universo é grande demais pra gente achar que consegue controlar tudo que nos acontece.

Os pensamentos ainda estão fervilhando, se acotovelando pra sair da minha mente e virar palavras, mas acho que por agora já matei uma pontinha da vontade de expressar o que senti sobre isso. Já que ninguém vai ler mesmo, pelo menos dei chance pra algumas palavrinhas que fizeram questão de existir. O resto vai continuar aqui na minha cabeça mesmo. Sonolenta cabeça. Deixo pros sonhos resolverem o resto. Portanto, boa noite!]

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

mais um sem título

Uma coisa que era pra ser boa não devia tirar o sono da gente.
Uma coisa que era pra ser boa e tem tudo pra ser boa, menos alguns detalhes, não devia tirar o sono da gente.
Talvez os detalhes sejam muito maiores do que deveriam ser...
mas ainda assim, isso não devia tirar o sono da gente.

No momento há motivos muito maiores pra eu não conseguir dormir.
Apesar disso, uma das poucas coisas que era pra me deixar sonhando
é justamente aquilo que me tira o sono agora.


[acho que já vi esse filme algumas vezes, e nunca gosto do final. Escrevo por aqui, porque não dá coragem de falar nada, e aqui tudo sempre consegue sair tão neutro e inofensivo... Mas só o fato de ter que recorrer a este espaço pra aliviar alguma coisa já indica o quanto a situação está errada. "Uma dúvida já é uma certeza", me disse uma vez um sábio amigo... Mas certeza de quê, exatamente? Alguém me ajuda a convencer a minha cabeça de que eu não vou conseguir responder esta noite e, por isso, não adianta não dormir? Ok, ninguém vai ler mesmo... Então vou lá tentar contar carneirinhos de novo. Bons sonhos aos sonhadores!]

sábado, 6 de novembro de 2010

Saudades erradas

Não adianta tentar me iludir,
se me pego sentindo saudades que eu não queria sentir,
e aquelas saudades que eu esperava ter
andam custando demais a aparecer...

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Clichês

Sim, eu sou um clichê.
Mais do que um, eu sou um monte deles...
Mas resolvi não me importar com isso.

Não tem coisa mais clichê do que alguém querendo fugir dos clichês.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Visita

Ô, visita inoportuna!
Depois de tantas noites maldormidas,
depois de fechadas as feridas,
você decide aparecer onde eu não consigo evitar...
Por que você foi escolher justamente os meus sonhos
pra resolver me visitar?

[e é por essas e outras que eu acho que o meu subconsciente me odeia... =D]

domingo, 26 de setembro de 2010

Amo-te

Amo-te
por motivos que não consigo explicar
de uma forma que não sei descrever
e um tanto que não sei medir

Amo-te
não pelos arroubos sentimentais
não por fortes emoções
nem por outro motivo comum

Só sei que te amo
com um novo amar a cada dia
mesmo na luz ou na escuridão,
pois teu olhar é meu conforto,
teu abraço é meu refúgio,
e tua presença, mesmo longe,
faz habitar em mim
a sutil alegria de uma manhã de sol

Leve e simples
Aconchego suave

Amo-te.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

... tem certos dias...

Detesto me sentir parada.
Detesto sentir qualquer pontinha de estagnação.

Antes eu corria pra fugir dessas sensações, mas agora meu corpo disse que chega. Estou encurralada dentro da minha própria pele, sem poder fazer nada. Além de pensar, é claro...

Tem dias em que consigo pensar coisas boas, e brotam insights que me enchem de esperança em mim mesma, coisa que sempre foi tão rara. Nesses dias eu encontro força pra acreditar que tudo vai melhorar, e que estou fazendo o que é certo pra encontrar a vida feliz que eu desenho nos meus sonhos (e que, enganadamente, achei que alcançaria com tanta correria desenfreada).

Mas tem dias em que não dá. Não que eu fique triste, ou brava, ou que eu chore de desânimo pelas coisas tão paradas e pela sensação de impotência... Não. Já vi que esse tipo de atitude não constroi nada - e, pior, até destroi o pouquinho que todos os esforços de melhora já conquistaram. Decidi que, na falta de algo bom pra fazer, o melhor é não fazer nada. E esperar.

Nesses dias meio escuros, o melhor é não forçar o sorriso. Fazer só o que tem que ser feito. Comer certo. Calar. Dormir. É isso. Um dia nulo, nem positivo nem negativo. "Hoje eu vou ficar parada". Sim, é isso. Recebo, aceito e agradeço.

Porque o mundo continua a girar, a vida lá fora continua a acontecer. Eu é que estou meio parada, mas é porque já corri demais em tantas direções incertas... É tempo de parar.

Outros dias vão chegar, certamente. Se o mundo não para, quando ele passar com o que é meu, estando eu aqui paradinha, um dia vai ser a minha vez de embarcar de novo no movimento certo.

[Assim espero!]

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Acho que não sei, mas quero aprender!

Ultimamente tenho tido a sensação de que finalmente a adolescência está acabando.

A minha adolescência, que deve ter começado lá pelos 18 anos, durou o suficiente pra me mostrar que tudo o que eu achava que tinha de maturidade era, na verdade, mais uma das minhas brincadeiras de criança.

Deve ser a minha maré de insights, depois de contemplar um pouquinho minha vida como ela tem sido e decidir que muitas atitudes, posturas, pensamentos, relacionamentos e vícios já não me servem mais. Eu já não sou mais quem eu era a um tempo atrás...

Descobri que não quero mais dizer "eu acho...", mesmo que tenha aprendido que eu nunca vou saber tudo. Talvez essa seja a verdade mais cruel, mas ao mesmo tempo também a mais linda da vida: a gente nunca sabe nada - a gente geralmente tem alguma noçãozinha distante, ao menos - e também nunca vai chegar a saber tudo. O bonito da vida é que pra tudo a gente tem a chance de dizer "eu ainda não aprendi", em vez de simplesmente dizer "não sei" ou "não consigo" (amados alunos e amigos, quantas vezes já conversamos sobre isso, né?), e isso abre a possibilidade de escolher entre permanecer sem aprender e estar aberto à busca do novo.

Cada um caminha sobre as trilhas que constroi, carregando as bagagens que adquire pelo caminho. Cabe a si mesmo decidir quando é preciso mudar os rumos e quando algumas bagagens devem ser deixadas para que outros as aproveitem.

Por enquanto é isso...

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Momento Eureka

Também conhecido como "epifania", o que chamo de "Momento Eureka" é por muitos chamado de "Cair a ficha", embora esse conceito já esteja bastante obsoleto em tempos de orelhão a cartão.

Eu estou tentada a detalhar a história do "Eureka!", mas vou confiar na Tia Wikipédia pra ela fazer isso por mim. Aliás... lembrei que ela também pode fazer isso pela "epifania".

Meu Momento Eureka veio, finalmente, depois de quase três meses de férias forçadas em recuperação de um problema de saúde, e tem a ver justamente com a busca pelas origens de problemas ligados ao problema principal. (ixi... problemas, problemas, problemas... chega!)

O que eu encontrei, mas sem a mesma reação do Arquimedes (da historia que a Tia Wiki contou ali antes), foi uma listinha de coisas que me incomodam desde os meus seis anos, pelo menos, e que eu tenho somatizado e transformado em ansiedade, em compulsão alimentar, em depressão, e outros males totalmente bestas da "maravilhosa vida moderna" (sim, estou sendo sarcástica...).

1. Mania de perseguição: parece que não importa o que eu faça, tem alguém me observando e, pior, julgando tudo o que eu faço;
2. Mania de perfeição: por estar sendo julgada a todo momento, tudo o que eu fizer tem que estar perfeito pra não dar margem a reclamações ou decepções;
3. Complexo do "eu não queria atrapalhar": a sensação de que sempre vou ser um estorvo em qualquer situação - não visito ninguém porque acho que vou incomodar, não convido ninguém pra sair comigo ou pra me visitar porque acho que a pessoa vai achar um saco... e por aí vai.

Nessas 3 coisinhas, brigam a alta e a baixa autoestima.

Minha vida deve ser assim, muuuuuuuito interessante pra alguém querer me perseguir, me vigiar e me julgar - logo, há aí uma autoestima meio altinha, né?
E se eu acho que nunca tá bom, que tá sempre ruim e imperfeito, ou que eu vou sempre incomodar, é porque eu sou uma porcaria com uma autoestima muito baixa.

Tá, e o que tem de tão importante nesse meu Momento Eureka?

Bem... o fundamental é que, na verdade, essas três coisinhas não existem! Fui eu quem criou elas. Euzinha. Sozinhazinha! Nunca tive ninguém diretamente me cobrando isso, e está totalmente nas minhas mãos acabar com isso e finalmente relaxar e ser feliz!

Por isso, deixo aqui anotado pra mim mesma:
1. Eu sou minha única juíza! Não preciso ficar imaginando o que as pessoas estão pensando sobre cada detalhe do meu jeito de falar, de trabalhar, de me vestir, porque, na verdade, elas raramente estão!
2. Eu nunca vou ser perfeita, e não existe nenhum problema nisso, desde que eu esteja satisfeita com o que eu sou, com o que eu faço e com a minha participação no mundo.
3. Se alguém estiver incomodado com a minha presença ou com algo que eu faça, vai se manifestar. E, no mais, os incomodados que se retirem...

Portanto, a meta agora é reeducar o pensamento, pra que essas coisas parem de me incomodar. Vai dar um trabalho, porque são duas décadas de cultivo dessas coisas... mas é preciso afastar esses pensamentos e buscar ser mais espontânea, mais autêntica, mais verdadeira. Pretendo estar aberta às surpresas dos resultados, mesmo se eles forem pequenos.

E tudo isso só a título de nota mental... Afinal, não é pra ninguém ler... Mas desta vez eu achei muito importante escrever.

[até erro de português tem! e eu vou deixar assim!]

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Especialista em todas as coisas

Não adianta
Não consigo
Eu não posso apenas me interessar
pela unha do terceiro dedo
da pata esquerda
da formiga anã
do sopé do morro
com um mundo tão grande pra investigar.

Eu quero tudo
eu quero o mundo inteiro
o todo completo

Eu quero a água, o fogo
a terra e o ar
eu quero o sal e o mel
a terra e o céu

Eu quero viver e sonhar.

[e é por isso que não consegui fazer mestrado ainda... Eu não consigo fazer só uma pergunta, sobre uma única coisa. Eu quero entender tudo, junto, integrado, ao mesmo tempo. Assim não dá...]

terça-feira, 4 de maio de 2010

Pedaços de canções (7)

Minha

Composição: Francis Hime / Ruy Guerra


Minha, vai ser minha
Desde a hora que nascestes
Minha, não te encontro
Só sei que estás perto
E tão longe no silêncio
Outro amor.

Como uma estrada que não deixa
Seres minha
Onde estejas
Como sejas
Vou te achar
Vou me entregar
Vou te amar
É tanto, tanto amor
Que até pode assustar
Não temas essa imensa sede
Que ao teu corpo vou levar
Minhas és e sou só teu
Sai de onde estás pra eu te ver
Pois tudo pode acontecer
Tem de ser, tem
Tem de ser, vem
Para sempre, para sempre, para sempre.

[Não apenas um pedaço, é toda a letra da canção... Hime comove, arrasa, e o Ruy expressou tudo o que eu queria que me dissessem. A melodia é irresistível suave e lancinante ao mesmo tempo. Pra ouvir de joelhos, rasgando o coração.]


Despedida

Chovia uma chuva chorada
depois de uma noite suada
de sono inquieto e sonhos incertos

Eu dizia até mais
Você dizia adeus

Eu olhava pra trás pra lhe ver sair
Você me procurava do outro lado
E eu vi seus olhos tristes de não me enxergar

Mas era tarde
Você já havia partido
pensando que eu nem saudade sentiria...

quarta-feira, 24 de março de 2010

Vontade

Pulsa em mim uma vontade
que às vezes não sei bem do que é.
Passo dias angustiada
na garganta eu sinto um nó,
o estômago arde em fogo,
minha cabeça prestes a explodir.

A inquietação do que eu quero sem saber
ou quero e não sei admitir:
eu quero voar pra bem longe
e se eu pudesse escolheria sumir.

Quero um mundinho só meu
onde eu possa sentir medo à vontade
onde eu possa voltar a sorrir
onde eu consiga encontrar minha verdade.

Sinto-me morrer a cada dia
vivendo sempre em concessão.
A minha maior agonia
é nunca conseguir dizer não.

Coragem talvez seja o que falta
pra encontrar a vontade perdida,
pois agora eu vejo toda minha vida
no meio da palma da mão.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Sei lá... (14)

... porque às vezes eu sinto saudade
do tempo em que a minha felicidade
era ter um quarto com uma janela pro céu...

[sem nome]

Cansei do discurso vazio
Cansei de viver à sombra dos outros
Cansei de não ter nome
Cansei de ser "tu, guriazinha"

Chega de falar pela boca de outro
Chega de não conseguir imaginar
Chega de perder a capacidade
Chega de remar na lama,
de não ir a lugar nenhum

Basta de não receber o que é meu
Basta de fazer contrariada
Basta de acordar de mau humor
Basta de não querer fazer mais nada

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Horizonte

Sentada no chão
sobre a grama daquele morro elevado
lá onde o caminho não tem estrada
aonde só eu vou quando quero descansar
contemplo o horizonte

O meu olhar é sereno
sinto-me tranquila
segura
Não há dor que me faça mal
não há pensamento nenhum
apenas a visão do horizonte

Leve, livre,
ali.
Simplesmente ali.

Não há você,
não há nós,
não há ninguém além de mim.

O panorama é solitário
eu vejo casinhas lá adiante
e o vale verde que se abre até o céu azul de nuvens brancas.
O resto é solidão.
Não há você.
Apenas eu.

É iminente.
Eu vejo solidão
quando meus pensamentos se libertam
e contemplo o meu horizonte.

Sei lá... (13)

porque tem vezes em que eu deixo de acreditar
que o amor existe
e eu me sinto triste
porque eu queria mesmo era poder me libertar

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

às vezes

às vezes eu não quero nada
às vezes só estou cansada
às vezes quero estar sozinha
às vezes é loucura minha
às vezes eu dou gargalhada
às vezes vou seguindo a estrada
às vezes um abraço basta
às vezes um só beijo afasta
às vezes eu sou muito dada
às vezes fico abandonada
às vezes nem sei pr'onde vou
às vezes eu nem sei quem sou

às vezes o meu mundo acaba
às vezes ele começou

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Estilhaço

Perdi meus sonhos em algum lugar
talvez no céu
talvez no mar
em um desses lugares mágicos
aonde a gente vai pra se encontrar

Não sei o que foi que aconteceu
meus sonhos já não são mais meus
já não me reconheço no espelho
entre os estilhaços daquilo que fui eu.
Não faço mais minhas coisas essenciais
minhas verdades se perderam
na burocracia das coisas que têm que ser
nas horas perdidas das tarefas banais.

Falando com vozes alheias
perdi minhas palavras
perdi minha voz
perdi meu sopro

A vontade se foi
não sei mais quem sou.

Rima pobre
verso livre
página em branco.

E tudo isso é estilhaço
de uma bomba que acho que eu mesma explodi.

Pulga atrás da orelha

Será que tem alguém no meu lugar
por aí
vivendo os sonhos que não realizei?

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Bom dia/Boa noite

Adormecer à noitinha
com teu abraço dizendo
"Boa noite"
Despertar pela manhã
com teu sorriso dizendo
"Bom dia"

Ao sair todo dia é de sol
porque meu adeus é o teu beijo
Ao chegar toda noite é de luar
porque meu olá é o teu carinho

Todo dia assim é bom dia
Toda noite assim é boa noite

Bom dia
Boa noite
meu amor

[saudade de chegar em casa nessas condições... =)]

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Fogos de artifício

e em meio a toda a euforia
em meio aos alegres beberrões
em meio às fanfarronas cantorias
tudo o que eu conseguia ter na mente
era uma lembrança:
minha mãe olhando para os fogos de artifício
e dizendo boquiaberta
tal criança deslumbrada

"que coisa mais linda..."