quarta-feira, 9 de março de 2016

(sem título)

Chegados os dias futuros
Em gotas transformados em presente
O que era plano se tornou diário
Mas o que se mostra é tão vazio
E eu despida de todos os sonhares
me vejo morrendo em tuas mãos

segunda-feira, 7 de março de 2016

Deseo en bando

Tuas memórias me vêm quando não espero
depois de tanto esperar-te
e de ti, na espera perder-me

Surgem em bando
teus recuerdos doces
de um deseo que, estendido,
de tão grande se fez temor

Hoje te encontro em palavras antigas
em um rosto que apenas me sorri estático
e meu deseo de ti se perdeu.

Resta-me a esperança de 
algum dia
novamente poder desejar
como nos nossos dias de espera,
de euforia,
de êxtase.



[de um rascunho esperando há quase dois anos...]


As noites

Não,
as noites não são dos amantes.

Elas são dos fantasmas
aqueles que nos acordam
em arroubos de memórias
e nos levam o sono e a paz.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Teus olhos

Eu só quero que teus olhos me vejam
com a paixão do admirador
eu quero ser a tua musa,
a tua inspiração.

Eu quero que teus olhos me percorram
com a ansiedade dos amantes noturnos
eu quero ser a tua cobiça,
o teu desejo.

Eu quero estremecer-te,
em cada olhar teu fazer-te suspirar.
Eu quero que teus olhos me escutem,
e que seja eu a tua preferida canção.

Mas teus olhos me veem como eu nem posso imaginar,
e mal sei eu que é bem assim que eles são.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Recuerdo y Cariño

Segredos ecoam em paredes distantes
Nossas línguas, nossa língua
Os respiros de uma noite que o mundo não notou

Te extraño em jeitos que guardo para mim
Nos passos incertos do nosso bailado
No silêncio das testemunhas de mármore

Distância

O teu eu
Que um dia quis meu
Hoje é imagem difusa
Recuerdo
Cariño

terça-feira, 22 de abril de 2014

Sei lá (20)

Porque o meu eu que vês aqui já não sou eu.
Eu me mudei pra um dia feliz do futuro, 
dia de fazer do verde dos teus olhos minha morada.
Enquanto isso eu vivo de sonhos
e de insônias.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

E se

E se eu te dissesse
que ainda te encontro
quando à noite sem querer te sonho
em beijos com biscoitos
em maços de rosas brancas
em dias de vento na praia
em tardes preguiçosas
pelas praças da cidade

Será que ainda te lembras
dos passos e risos
das discussões encenadas
das grandes palhaçadas
da brincadeira séria
de querer estar mais que perto
num lugar que só a gente sabe
onde pode ser?

Dirias que já somos outros
que não te lembras desse tempo
que tanta coisa já se viveu depois
e que um hiato é o espaço
entre duas vogais que não se tocam
nunca mais...