sábado, 21 de fevereiro de 2009

Explosão

{só pra derramar a "vibe" do momento}

Sai daqui!
Eu não te chamei.
Não me vem com essa,
não me põe a mão no ombro,
me deixa em paz!

Quero ficar sozinha,
não entende que eu não tô pra papo?
Minha cara de resguardo
diz exatamente o que ela quer dizer:
não chega perto!

Tô com raiva e não escondo
e nem preciso explicar.
O que eu faço, o que eu digo,
já era pra te fazer notar
que o que eu ouço, o que eu aturo
não dá mais pra suportar.

Sai de perto,
não te quero aqui.
Não me vem com essa cara de piedade.
Sai daqui,
não me ajuda!
tua incoerência é tua maior crueldade.

{sem metro, quase sem rima, um ritmo agitado e irregular. Bem como a minha raiva}

{Aiai... agora já tá passando.
Acho que escrever tá funcionando.}

Póstumo

Ai, que peninha daqueles poemas
que morrem muito antes de nascer...

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Ah, pois é... As palavras!

[Mais uma tentativa. Respira fundo, concentra... vai, vai! Não, não me vem com essa de desistir! Escreve logo!]

Ah, pois é...

Antes elas fluíam
escorregavam por entre os dedos ligeiros
pingando da vertente do meu pensamento...
Eu tinha todos os truques,
a tirada ideal,
a ironia comedida e picante,
ou a dramaticidade mais profunda,
o sentimento mais visceral...

Mas agora...
O que é este blog, ô caramba?
Aonde foi o estilo, o humor, o arrepio?
Que porcaria é esta,
já no começo apenas só metaescrita,
palavras soltas,
autocríticas,
palavrões...

Ainda bem que não é pra ninguém ler.
As palavras aqui só existem para eu escrever.
Ou existem por eu escrever...

Se alguém leu,
azar o seu.
O que eu fiz foi só escrever.
Não era pra ninguém ler!

[Viu? Não doeu... Ok, ainda não é assim, uma coooisa que se diga "nossa, que poético"... Mas é só a segunda tentativa. Daqui a uns dias melhora. Uns dias... tipo... uns mil dias...]

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

"Palavras, palavras, palavras"... ou "Polifonia mental"

{ok, não custa tentar... vamos a um "post-piloto". Tecnicamente, o post já começou, mas oficialmente ele começa na primeira frase, que vai ser...}


Sei lá...


De repente o silêncio não conseguiu mais ficar quieto
O burburinho das minhas ideias [que agora são escritas sem acento - bendita reforma ortográfica, até eu me acostumar com ela... mas será que é essa a regra mesmo? putz, vou ter que fechar a janela, abrir meu guia em pdf e ler de novo pra ter certeza... ah, deu preguiça; vai assim mesmo, ninguém vai notar]

{continuando}

O burburinho das minhas idéias [putz, tu não acabou de escrever sem acento?? pára de pensar em outra coisa, concentra... escreve duma vez, danem-se as regras. depois alguém vai comentar esta bosta e corrigir, certamente]

{ok, mais uma tentativa...}

[tá, mas peraí... se este é um blog que se espera que ninguém leia, como é que tu já tá pensando que alguém vai ler e corrigir? escreve logo, antes que perca a poesia]

{desta vez vai, saco!}

O burburinho das minhas ideias ecoa em meu quarto e não me deixa dormir

Acordo [do verbo acordar, não o substantivo "acôrdo"; é pra ler "acóóóórdo" - sei lá se tem acento diferencial, só sei que a tonicidade da palavra é essa. Se bem que seria muito mais inteligente mandar as regras de acentuação pra bem longe e acentuar todas as sílabas tônicas. Faria mais sentido. Tá, pára com essa de lingüística - ai, não tem mais trema!!!!! - linguística e escreve a poesia. A poesia, caramba, vamo duma vez!!!]

{aiai...}

Acordo
e o papel não parece mais suportar a velocidade de meus pensamentos
meus dedos correm pelas teclas, veículos acelerados na ponta dos meus dedos
Letra por letra não sinto mais
As frases fluem soltas, ideias [ufa, essa quase foi com acento!] surgem como pontos de luz na tela vazia
que vai se enchendo [tá, já encheu! ainda bem que ninguém vai ler esta merda... até eu já perdi a paciência com esses pensamentos paralelos. Morreu a poesia. Maldita polifonia...]