segunda-feira, 29 de junho de 2009

Impublicáveis

Eu não sei ao certo
como esses pensamentos vêm parar aqui
Eles começam flutuando, fluindo,
pairando na minha imaginação,
pirando a minha lucidez

Pensamentos brotam sem querer
e vão invadindo o espaço
descontrolados

Até agora eles são assim
Até são bem comportadinhos

Mas o que eu faço com os pensamentos impublicáveis?

domingo, 28 de junho de 2009

Sei lá... (12)

... porque a diferença entre uma obra de arte e um borrão

está na cor, na forma e na intenção.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Sei lá... (11)

... porque certeza é a gente mesmo que constroi.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Primavera invernal

É inverno em Porto Alegre
e o frio é companhia constante
As noites são longas
e a serração cobre as ruas como um véu

Amo as típicas manhãs gélidas
em que o sol luminoso
chega manso e bem-vindo como uma carícia

Eu quero o calor de um abraço
o aconchego morno dos amigos
e o toque cálido de um beijo apaixonado

Meu coração está povoado de cores
dos cinzas aos vermelhos
em dias de chuva, de nuvens ou de sol

O frio do inverno é meu amigo
e os campos não deixam de florir
É primavera em mim
em pleno inverno

terça-feira, 23 de junho de 2009

Solidão acompanhada

A solidão de um quarto vazio
Apenas eu
e coisas.
Vazio
frio
gélido, na verdade.

Fecho os olhos
apago a luz
silêncio.
Solidão
abandono
ausência total.

Porém...

Passeando por meus pensamentos
encontro-me povoada
em cada uma de minhas memórias.
Neles encontro mil lugares
mil pessoas
mil ideias
infinitos sonhos
e o amor que é meu,
que sempre foi.
Isso tudo
é o que me faz assim
é o que me faz ser eu
me faz estar em mim.

Eu

E, no fim,
a solidão me é impossível
porque aonde quer que eu esteja
sempre tenho a mim.


[mamãe, não se preocupe por eu estar saindo de casa. Arrumei uma ótima companhia, e estamos completamente apaixonadas... eu por mim e mim por eu!]

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Sintonia

À meia luz
olhando em meus olhos
você me diz aquilo que eu já sabia

Porque eu também sinto


[quebrando o muro]

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Pedaços de canções (2)

"A vida tem sons
que pra gente ouvir
precisa aprender a começar de novo
É como tocar
o mesmo violão
e nele compor uma nova canção
(...)

Ah, coração
se apronta pra recomeçar
Ah, coração
esquece esse medo de amar de novo"

[um pedação]

domingo, 14 de junho de 2009

Pedaços de canções

"Meu amor/cadê você?/Eu acordei/não tem ninguém ao lado"
"Me dê a mão vamos sair pra ver o sol"


[Encontrei. Um lindo dia de sol, realmente. Suave, aconchegante. Quase um abraço.]

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Quando eu saio de mim

Às vezes acontece
É como se eu estivesse fora do corpo
Como se eu vivesse uma outra vida
Minha realidade é outra
Não é esta
Mas estou presa a este momento
Logo
Não sou eu
Então eu saio de mim
Vou viver outra vida
Vou viver nos meus sonhos
Vou deixando este corpo morrer

Quando eu saio de mim
eu me esqueço daquilo que sou
de tudo que conquistei
do que eu amo
e das coisas em que sempre acreditei

Quanto eu saio de mim
eu negligencio o que sou
eu desperdiço meus valores
esqueço de todas as pessoas
eu cuspo sobre meus maiores amores

Quando eu saio de mim
não tenho vontade de nada
não consigo pensar em nada
não consigo fazer nada
não existe ninguém

Prefiro quando estou em mim
porque amo demais
porque sinto demais
porque sou demais
Sou pura, completa, complexa
Sou consciente, consequente, inteligente

Quando estou em mim
estou viva

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Sei lá... (10)

... porque o coração é meu

e ele faz comigo o que ele quiser!

O que tenho de ti

Procuro cercar-me de tudo teu quanto posso:
teus olhos
tuas mãos
tua voz
teus sons

De ti, quase nada tenho
apenas os olhares furtivos -
que querem dizer eles?
apenas os abraços calorosos -
até onde vai seu calor?
apenas os cuidados amigáveis -
serão eles tão ingênuos assim?

Mas o que tenho
já me faz sonhar
me faz sorrir
faz desejar

Assim, cerco-me do pouco teu que já tenho,
ansiando por cada novo encontro
breve encontro
maravilhoso encontro

mesmo que outros pudessem julgar
que de ti nada tenho ainda
encontro teus tesouros
pouco a pouco

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Devaneio

Persigo-te pelas fotos,
mas não é ali que estás.
Busco teus olhos em cada lembrança,
Vasculho sonhos em busca de teu toque, teu cheiro, tuz voz.

Terei sonhado?
Qual é a textura da tua pele?
Como é o perfume que se esconde em teu pescoço?
Com que palavras doces me inebriaste assim?

Minhas visões se confudem na penumbra da noite,
em momentos de sentir-me em teus braços,
(seria sonho?)
de suavemente adormecer e acordar ao teu lado,
(realidade!)
mas depois abro os olhos e estou em qualquer lugar,
longe de ti.
Então não sei mais
se te sonhei
se te vivi.

Mas ainda te persigo...
pelas fotos...
pelas lembranças...
devaneio...